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14/10/2026

Setor de serviços deve ficar atento às mudanças trazidas pela Reforma Tributária

Setor de serviços deve ficar atento às mudanças trazidas pela Reforma Tributária



Com mais de 14,7 milhões de pequenos negócios no país e grande peso na geração de empregos com carteira assinada, o setor de serviços precisa acompanhar de perto as mudanças da Reforma Tributária, sobretudo na forma de recolher impostos.

O prazo para aderir ao Simples Nacional, no caso de empresas que ainda não estão no regime, termina em 15 de outubro. Já quem está no Simples e quer optar pelo regime híbrido, recolhendo IBS e CBS fora da guia única, tem até 30 de outubro. Essa opção poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro.

“O Simples Nacional tende a ser o modelo mais vantajoso para empresas que vendem para o consumidor final. Mas é importante verificar caso a caso, fazer as contas, usar o nosso Simulador, falar com seu contador e procurar o Sebrae. Isso porque há setores que terão produtos e serviços com a alíquota reduzida ou até zerada no regime geral”, explicou o economista e assessor da Diretoria Técnica do Sebrae, Rafael Moreira.

“O Simples Nacional tende a ser realmente mais vantajoso pela simplicidade e porque o consumidor final dele não aproveitará crédito da sua compra. Além disso, por ser, em geral, um setor intensivo em mão-de-obra e pouco em insumos, a empresa que estiver no regime geral ou no híbrido tende a acumular poucos créditos tributários”, completou.

Segundo o especialista, a Reforma Tributária foi desenhada para manter a arrecadação equivalente à atual, com tributos que substituem os existentes e sem aumentar a carga total. Ele lembra ainda que a legislação criou o cashback, que devolve parte dos impostos pagos por famílias de baixa renda. Por isso, para algumas empresas que vendem ao consumidor final, principalmente de baixa renda, pode valer a pena migrar para o regime híbrido e oferecer esse benefício aos clientes.

“É importante também destacar que a mudança vai ser gradual, até para as empresas e os consumidores se acostumarem com esse novo modelo. Possivelmente, num primeiro momento, algumas empresas tenham dificuldade em precificar ou entender como vai funcionar o modelo”, pondera.

Moreira afirma que não há motivo para desespero: a reforma foi pensada para ser implementada por etapas, e o Sebrae está pronto para apoiar o empreendedor em qualquer situação.

Para quem ainda está inseguro entre o Simples tradicional e o regime híbrido, ele reforça que a escolha não é definitiva. Ela vale por semestre e, a partir de 2027, poderá ser revista nas janelas de março e setembro de cada ano. O economista também incentiva o uso do Simulador Sebrae, gratuito, que já soma mais de 45 mil avaliações.

Nota fiscal

Para as empresas de serviços, a primeira mudança chega já em 1º de novembro de 2026: as micro e pequenas empresas do Simples passam a emitir a Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) obrigatoriamente pelo Emissor Nacional, ou por sistemas integrados a ele, e não mais pelos portais das prefeituras. Além disso, a partir de janeiro de 2027, as notas das empresas do Simples terão de trazer os campos de IBS e CBS, entre outras informações.

Por isso, vale confirmar com o fornecedor do sistema de emissão de notas se ele já está atualizado. “O Sebrae tem um emissor de notas gratuito já pronto para a reforma disponibilizado no seu Portal e pode ser uma opção para os empreendedores”, aponta.

Para ajudar as micro e pequenas empresas na escolha, o Sebrae também preparou uma página exclusiva sobre a Reforma Tributária, com vídeos explicativos, cronograma de implementação, e-book, perguntas frequentes e cursos sobre o novo sistema tributário.

Fonte: Com informações de Agência Sebrae


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